| Na
entrevista: perguntas difíceis
Elas são como “pegadinhas”, feitas não
para você “responder”, mas para avaliar a maneira
como encara e enfrenta os problemas da vida. Assim, não há
respostas certas ou erradas; há “atitudes” que
você deixa transparecer nessas respostas.
Ser simples e direto é o melhor caminho para o sucesso.
Entenda o que está por trás de algumas perguntas e
livre-se das “armadilhas “:
Fale-me de sua vida pessoal.
Seja suscinto e objetivo. Fale apenas o que for mais relevante.
As respostas devem focar sua vida comum, (sou casado, tenho 2 filhos,
moro em um bairro de classe média, freqüento o clube,
sou psicólogo etc... ).
Nunca devem ser citados problemas que estejam ocorrendo com você
ou sua família (estou com problemas familiares devido a minha
falta de emprego há um ano, moro com minha sogra e sogro
que estão doentes, meu filho é drogado etc.) ou dimensionamentos
religiosos e políticos.
Também não cite assuntos que possam provocar controvérsias
(meu clube preferido é..., meu ídolo político
ou religioso é...). Embora você esteja falando de sua
vida pessoal, a entrevista é de emprego. Não se esqueça
de comentar o máximo possível fatos de sua vida profissional.
Fale-me da sua vida profissional.
O
entrevistador quer que você fale sobre sua atuação, apontando
resultados. Conte o que você realizou. Ele quer saber também sua
performance foi reconhecida pelo equipe e pela chefia e por que você
deixou o emprego. Evite ser venenoso. Não jogue toda culpa na
empresa e nos superiores. Se a culpa foi realmente deles, não mostre
raiva ou ressentimento, nem se julgue injustiçado.
Qual foi sua melhor realização profissional? Dê alguns detalhes.
Esta é a sua grande oportunidade de completar o seu marketing
pessoal. Se o seu relato causar impacto positivo, não abuse
oportunidades. Não se empolgue, falando demais.
Como você descreve sua própria personalidade?
Nunca descreva sua personalidade como marcante,
difícil ou forte –
para o selecionador estas características podem denotar uma
pessoa “encrenqueira”, difícil
de se conviver no dia-a-dia, ou forte demais a ponto de ser intransigente.
Tente passar uma idéia de personalidade cooperativa,
entusiasta, criativa, conciliadora,
objetiva e prática. E fale de sua marca registrada:
o que diferencia você das outras pessoas?
Quais são seus defeitos?
Todo profissional pode ter defeitos que se tornam virtudes aos olhos
de certos entrevistadores. Por exemplo: meu defeito,
que eu não considero exatamente um defeito, é me envolver
demasiadamente com o meu trabalho, ou é ser perfeccionista
e prático no meu trabalho.
Jamais considere esta pergunta no campo pessoal, sempre no campo
profissional e tentando passar uma idéia de que aquele seu
defeito pode tornar-se muito útil para a empresa.
Exemplo: Sou muito observador, no entanto há pessoas
que me julgam tímido. “Eu me adapto facilmente a novas
situações, no entanto há pessoas que me rotulam
de “Maria vai com as outras”.
Quais são seus pontos fortes?
Não é
para mostrar que você é bom (quem faz esta pergunta necessariamente
fará a próxima). Saliente suas características marcantes. Exemplo:
espírito de equipe, liderança, prô-ativo, disposição para lutar e
vencer desafios.
Quais são seus pontos fracos?
Você deve demonstrar que seus pontos fracos eram fracos e
que já foram ultrapassados com sua autocrítica e perseverança.
Se você pretende abrir claramente quais são suas deficiências,
cuidado! Isto pode ser decisivo em seu processo de contratação.
Use pontos periféricos como, por exemplo, sou secretária
português, mas meu ponto fraco é o inglês, se
isso não interferir em nada no trabalho atual.
Por que você saiu da empresa?
Nunca cite: problemas de relacionamento com a chefia
ou com colegas de trabalho, insatisfação financeira
ou outros problemas que possam interferir diretamente na continuidade
do processo, ou que reflitam uma má imagem sua. Resposta
comum que sempre funcionam: “Uma reestruturação
ou um novo direcionamento nos negócios e objetivos da empresa
tornou minha situação profissional desconfortável.
Permanecer mais tempo poderia comprometer minha carreira”.
Não mencione injustiças ou perseguições.
Não fale mal da empresa.
Por que você quer sair da empresa?
Todo profissional entra em uma organização para resolver
problemas. Se, passado muito tempo e sem uma clara visão
externa da empresa, ele começa a fazer parte do problema,
está na hora de mudar de emprego (antes que façam
isso por ele). Como dizer isso de forma mais amena para os recrutadores?
Aí vão, novamente, respostas prontas que sempre funcionam:
Procuro novos desafios, Eu tenho um bom potencial, o mercado está
ruim, mas eu acredito em mim.
Viram como não é tão complicado assim sair-se
bem de “pegadinhas” na entrevista de seleção?
Basta ter em mente uma coisa: a empresa busca um (ou uma)
solucionador (a) de problemas. Então, prove que
você é bom de resultados, e boa sorte.
Leia
mais sobre o assunto: http://www.abal.com.br/artigosview.asp?id=233
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