| Na
entrevista: como falar da sua vida pessoal
Parte
do que somos hoje são características herdadas de
nossa família, de acordo com nossa criação
e educação. O alicerce básico de integridade,
honestidade, as normas de conduta e de caráter são
frutos dessa criação. Às vezes, o entrevistador
pode lançar um assunto que você não sabe como
responder. Veja o que fazer em algumas situações.
Frustrações
pessoais
Convém, no momento da entrevista, omitir as desgraças,
frustrações, infelicidades e traumas de família
que poderão emocionar o entrevistador, mas não será
motivo para uma contratação. Poderá até
mesmo causar dúvidas ou receios em relação
à sua pessoa. Quem vem de uma família desestruturada
emocionalmente pode criar suspeitas ou dúvidas sobre sua
conduta nos relacionamentos interpessoais e profissionais.
Pais
separados:
O entrevistador não precisa saber os detalhes, motivos ou
insatisfações de seus pais. Você não
tem nenhuma parcela de culpa e nem deve se sentir infeliz ou insatisfeito
com isso. Relate o fato e não a história em si.
Irmãos:
Diga a verdade. Nunca queira demonstrar excesso de zelo (ou proteção)
dizendo - ou insinuando - que todos dependem de você para
sobreviver.
Marido/esposa:
Se ele (a) trabalha ou não, não importa. O que interessa
é seu estado civil e não vida conjugal. Processo de
separação ou, qualquer contratempo, não devem
entrar na conversa;
Filhos:
Cuidado. Fazer comentários sobre despesas extras, uma babá
ou escola particular, por exemplo, pode dar a impressão de
pedidos contínuos de aumento de salário ou de saídas
freqüentes para resolver probleminhas corriqueiros.
Estudos:
Se você não tiver concluído algum curso, por
falta de oportunidade, sorte, dinheiro ou tempo, nunca diga que
abandonou. Diga que parou de estudar provisoriamente e que retornará
com suas atividades assim que possível. Se estiver cursando
alguma coisa, deixe bem claro todos os horários.
Saúde:
Algum tipo de alergia, cirurgia ou afins devem ser conversados e
esclarecidos não só com o médico da empresa,
como também com o próprio entrevistador.
Seus
defeitos:
Nunca seja sincera ao extremo dizendo que é estourada, que
não leva desaforos para casa, que é nervosa e, muitas
vezes, insegura.
Seu
hobby:
Se você adora cinema, teatro, festas, boates, danceterias,
badalações, compras, dar presentes, viajar, etc, nunca
revele com entusiasmo e determinação para o entrevistador.
Ele poderá pensar que seu salário nunca será
compatível com seus gastos e necessidades.
Sua
personalidade:
Nunca diga que faz qualquer sacrifício e que aceita qualquer
coisa em nome da família que tanto necessita de você.
Mostre que tem garra, força de vontade, interesse, determinação,
integridade, respeito e que você e seus interesses estão
em primeiro plano em sua vida. Primeiramente vem você e sua
satisfação pessoal e profissional, seus estudos, seu
trabalho, sua família... Policie-se: o entrevistador, por
mais à vontade que possa lhe deixar, não é
seu psicólogo ou terapeuta.
Vida
profissional:
Evite falar mal da antiga empresa, do chefe, dos clientes, dos colegas
de trabalho... O fato de não fazer mais parte do quadro de
funcionários da antiga empresa não te dá o
direito de perder o respeito mútuo, sigilo, discrição
e fidelidade. Saiba guardar mágoas, ressentimentos, injustiças,
fracassos ou decepções à você mesma.
Fale sobre seu desempenho profissional, rotina de trabalho, deveres,
obrigações, sem a necessidade de soltar o "veneno"
em relação a antiga empresa, chefe ou trabalho..
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